
Charles Lee, porta-voz do Centro Global para Sair do Partido Comunista Chinês, participa de uma manifestação de praticantes do Falun Gong perto da sede das Nações Unidas em Manhattan, Nova York, em 14 de maio de 2014 (Petr Svab/Epoch Times)
Tuidang, que em chinês significa ‘Renunciar ao Partido’, é provavelmente o maior movimento popular da história. Teve início em 2004, e até 14 de abril deste ano já recebeu mais 200 milhões de renúncias ao Partido Comunista Chinês (PCC) .
Seis décadas depois que o Partido Comunista Chinês tomou violentamente o poder. Ele dirige uma nação de 1,3 bilhão de pessoas através da opressão da liberdade e direitos civis, da corrupção generalizada na esfera social-política e da degradação da natureza.
Tuidang dá ao povo chinês a oportunidade de separar-se fisicamente e moralmente do regime comunista e expressar sua intenção de que ele deve acabar.
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A origem do movimento foi a publicação dos “Nove Comentários sobre o Partido Comunista”, uma série editorial que o jornal Epoch Times publicou em novembro de 2004. “Nove Comentários” conta sem censura a história do Partido, o que gerou grande comoção nos leitores, principalmente nos chineses. Logo depois que a série foi publicada, o jornal começou a receber dezenas de milhares de declarações de chineses expressando seu descontentamento com o partido e seu desejo de retirar-se dele.
Atualmente, é o Centro Tuidang que está coordenando o movimento de renúncia ao Partido Comunista Chinês e suas organizações juvenis filiadas: os Jovens Pioneiros e a Liga da Juventude Comunista. Todas as renúncias são abertamente publicadas em idioma chinês no site do Centro e na versão em chinês do Epoch Times.
Estima-se que 20 milhões de voluntários na China continental auxiliam na difusão de informações sobre o movimento e registram depoimentos de seus compatriotas, que são feitos na maioria das vezes usando um pseudônimo para preservar sua segurança. Além disso, um grupo de voluntários em todo o mundo solicitam renúncias telefonando para a China continental ou mantendo escritórios do Centro Tuidang em comunidades chinesas e pontos turísticos em todo o mundo.
A maioria dos voluntários são praticantes do Falun Gong, uma prática espiritual tradicional chinesa. Em 1999, o Partido Comunista Chinês lançou uma campanha para erradicar o Falun Gong, que permanece até hoje.
Zhong Weiguang é um dissidente chinês e estudioso do totalitarismo. Ele vê o grande número de renúncias como uma indicação da perda geral de esperança do povo chinês para com o regime comunista.
“Mais de 200 milhões de pessoas deixaram o Partido Comunista. Se não houvesse perseguição ou governo mediante o terror, e se todos pudesses dar sua opinião sobre o comunismo, então eu acredito que a maioria concordaria em jogar o partido na lixeira da história”, disse Zhong em entrevista ao Epoch Times.
Mesmo o alto escalão do PCC é assombrado por uma carência de fé não apenas na ideologia comunista, mas no próprio sistema ostensivamente construído para vigilância e opressão.
Yan Fulan, um praticante do Falun Gong e voluntário do movimento Tuidang residente nos Estados Unidos, trabalha com uma equipe que faz telefonemas diários para as autoridades chinesas, incluindo às agências de segurança encarregadas de perseguir o Falun Gong. Fulan relata que muitos individualmente expressaram desapontamento com o Partido Comunista.
“Depois de falar com eles … eles dizem coisas como: ‘Agora eu entendo.’ Esses poderão sair [do Partido] muito facilmente. Eles dizem que nós, estrangeiros praticantes [Falun Gong] já telefonamos tantas vezes que eles agora sabem a verdade”, disse Yan ao Epoch Times.
Um ex-oficial que trabalha na Praça Tiananmen, em Pequim, com a Polícia Armada Popular, publicou uma declaração no site da Tuidang em 2007:
“Naquela época, eu não vi a verdade e tomei parte na perseguição aos praticantes do Falun Gong. Agora eu entendo. Recebi a honra de renunciar ao Jovens Pioneiros e à Liga da Juventude, e anular os juramentos que fiz uma vez [a essas organizações.]”
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