segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Caso Jorge e Fran Vítimas de truculência policial vão ao MP

A FRETAB esteve presente no Ministério Publico em repudio contra qualquer ato de racismo e descriminação social. Estiveram também a sociedade civil, representantes do movimento negro, jornalistas e representantes dos direitos humanos. 
Eles oficializarão no Ministério Público (MP) Estadual, a denúncia de racismo, abuso de autoridade e tortura psicológica para serem apuradas. Conforme relataram, ambos acabaram algemados em via pública quando tentavam apaziguar um desentendimento de policiais militares e amigos do casal, que teriam flagrado uma ação violenta da PM contra um dependente químico na Praça Lions, na Pajuçara.
De acordo com o promotor Flávio Gomes, o MP vai acompanhar todo os procedimentos investigativos. “Eles relataram que também foram vítimas de racismo, além da tortura psicológica, porque na oportunidade existiam cinco pessoas e somente eles (que são negros) teriam sido algemados”, relembrou o promotor.

As vítimas compareceram à Promotoria acompanhadas de integrantes do Movimento Negro de Alagoas, que desde a revelação dos fatos vem acompanhado o seu desdobramento público. 
“Vou pedir que seja aberto um procedimento investigativo e aguardar o desenrolar das investigações. Caso não tenha sido instaurado um inquérito também iremos fazer essa solicitação. O Conselho Estadual de Segurança também será comunicado”, completou Flávio Costa.

  O casal já esteve com o comandante da PM, coronel Dimas Cavalcante. Que em nota, após o encontro, a PM informou que não compactua e repudia “qualquer ato de violência física, psicológica ou racial que por ventura tenha sido praticado por qualquer um de seus policiais”.

De acordo com a defesa do casal, o mais importante é que o caso seja levando adiante. Entretanto, o advogado Alberto Jorge não acredita que ambos tenham sido vítimas de “crime de racismo”.

“Na minha concepção, não existiu racismo, porque para que se configure é necessário que haja uma atitude de impedimento, de não dar acesso e até ser excluído pela cor. Ele tem sua característica própria. Sustento a tese que eles foram presos por truculência militar e tortura psicológica, uma vez que a soltura deles, com a retirada das algemas estava condicionada ao repasse da filmagem para ser apagada”, explicou Alberto Jorge.

Ele disse o caso também será investigado pela Delegacia do 2° Distrito Policial, no bairro da Jatiúca, onde já foi instaurado o inquérito policial. 

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