quarta-feira, 8 de novembro de 2017

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História de Xangô

A justiça acima da ira

orixá xangô
A história conta que ele era filho de Bayani e marido de Iansã, a Deusa dos ventos, além de Obá e Oxum. Tendo certeza que ele havia nascido para reinar uma de suas lendas conta sobre seu senso de justiça.
Em um determinado momento seus opositores haviam recebido ordens expressas para que destruíssem todo o exército de Xangô e o próprio Orixá. Xangô, seus ministros e soldados estavam perdendo essa batalha e todos os seus homens estavam sendo executados, corpos sendo destroçados e o poder do inimigo cada vez mais claro para ele.
Certo dia do alto de uma pedreira, o Orixá Xangô meditava, refletia a situação que acontecia e elaborava planos para derrotar seu inimigo. Ao observar a tristeza e a dor dos seus fiéis guerreiros Xangô foi preenchido pela ira e – em um rápido movimento – bateu o seu martelo em uma pedra que estava próxima.
Essa atitude provocou faíscas tão fortes que pareciam uma catástrofe, e quanto mais forte ele batia, mais força as faíscas tinham para atingirem seus inimigos.
Foram inúmeras as vezes que Xangô bateu seu machado nessa rocha, e diversos inimigos foram vencidos fazendo com que ele triunfasse e saísse vencedor. Foi a força das faíscas do seu machado que calou os inimigos.
Após prender todos os que haviam sobrevivido à batalha, os ministros de Xangô clamaram por justiça e pediram a destruição completa dos opositores.
Então Xangô proferiu a célebre frase: “Não! De forma alguma faria isso pois, o meu ódio, não pode ultrapassar os limites da justiça.
Em seguida o Orixá da misericórdia afirmou que os soldados apenas cumpririam ordens mas que seus líderes mereciam sofrer com a sua fúria e ira.
Foi aí que ele elevou seu machado aos céus e gerou uma sequência de diversos raios que destruíram os líderes dos inimigos, mas ao mesmo tempo, libertou os guerreiros – que passaram a servi-lo com lealdade.

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