quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

O Reino de Daomé
Daomé era um reino africano situado onde agora é o Benin. O reino foi fundado no século XVII e durou até o final do século XIX, quando foi conquistado com tropas senegalesas pela França e incorporado às colônias francesas da África Ocidental.
As origens do Daomé podem ser traçadas a partir de um grupo adjá do reino costeiro de Aladá que deslocou-se para o norte e estabeleceu-se entre povos fon do interior. Por volta de 1650, os adjá conseguiram dominar os fon e o Hwegbajá declarou-se rei de seu território comum. Tendo estabelecido sua capital em Agbome (ou Abomei), Hwegbajá e seus sucessores conseguiram estabelecer um Estado altamente centralizado com base no culto da realeza estruturado em sacrifícios (incluindo sacrifícios humanos) aos antepassados do monarca. No reinado de Rei Agadjá (1716-1740) o reino conquistou Aladá, de onde a família governante se originou, desse modo ganhando o contato direto com os comerciantes de escravos europeus na costa. Não obstante, Agadjá era incapaz de derrotar o reino vizinho de Oyo, principal rival do Daomé no comércio de escravos e, em 1730, transformou-se um vassalo de Oyo, embora conseguisse ainda manter a independência do Daomé. Mesmo como um Estado vassalo, o Daomé continuou a expandir e florescer através do comércio escravista e, mais tarde, através da exportação de azeite de dendê produzido em grandes plantações. Pela estrutura econômica do reino, a terra pertencia ao rei, que detinha o monopólio de todo o comércio. O seu apogeu econômico ocorreu no início do século XIX com a exportação de grande quantidade de escravos para o Brasil e Cuba, tanto que o litoral era conhecido como Costa dos Escravos. Um dos mais famosos traficantes de escravos nesta época foi o brasileiro Francisco Félix de Souza, o Chachá de Ouidah, protegido do rei Guezô. O Daomé foi enfim conquistado pela França em 1892-1894. A maioria das tropas que lutaram contra o Daomé eram compostas por africanos nativos, a isto se acrescentou o sentimento de hostilidade contra o reino, particularmente entre os iorubás, levando à sua derrota final. 

Em 1960 a região alcançou a independência como a República de Daomé, que mudou mais tarde seu nome para Benin. Os Palácios Reais de Abomei, foram consideradas, em 1985, pela UNESCO, Património Mundial.

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